
Pois é, nesta semana Vizinho de Cima voltou a botar as manguinhas de fora. Na primeira noite (terça-feira), fiquei quieta, agüentei os arrastados em nome da nossa recente amizade. Mas na quarta, depois de ter ido parar na Urgência com Mariana (febrão por causa da garganta inflamada), foi cabada de vassoura em tudo quanto foi
canto do teto. É, gente, naquele momento, uma lágrima voltou delicadamente para dentro do meu olho esquerdo. Dona Maria, a Louca, tinha que incorporar depois de duas noites insones plus criança doente, né?
Daí que, na quinta de manhã, eu estava na esteira da academia e o bonito vem justamente para a do meu lado... Como já estamos íntimos, fui logo dizendo:
Ontem você estava com a corda toda, hein? E não é que ele disse que não foi lá porque, no horário em questão, ele estava jantando fora (até pra mentir ele é chiquérrimo, o problema é que não me engana). Safado. Quando afirmei categoricamente que tinha sido lá, ele afinou e jogou a culpa na empregada, coitada, sempre elas...
E continuamos nosso papo sobre amenidades, como velhos amigos que falam sobre tudo, inclusive sobre assuntos desagradáveis. E é isso aí, fez barulho, a vassoura come, leva baile no outro dia e vamos tocando a vida. E sempre sorrindo porque somos pessoas civilizadas. Não me arrependo nunca dessa aproximação, pois no final, meus
queridos, a política da boa vizinhança é a única em que ainda confio. Foi um santo remédio, ontem não houve mais perturbação.