quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Momento Despeito






O que é a cara de Kate Winslet diante da lordose de Jennifer Lopez, minha gente? (Clique na foto para melhor visualizar). Sim, porque no tapete vermelho do Globo de Ouro só deu ela, JLo, de doirado ofuscante, cara de abuso e cólica menstrual.





Morra de inveja, Titanic.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Momento Psicológico



Muito se tem falado na novela A Favorita, que está na reta final. Apesar de não acompanhá-la - nem a qualquer outra, não por pedantismo intelectual, mas por falta de tempo mesmo -, sem dúvida que Patrícia Pilar, na pele da personagem psicopata Flora, está perfeita, pelo pouco que puder ver.

No entanto, outra personagem tem sido objeto da minha análise e curiosidade. Trata-se de Dedina, vivida pela linda Helena Ranaldi. Deram um jeito de enlouquecer e matar a moça, ao invés de realizar uma reflexão honesta nas suas motivações e sentimentos. Exigências do IBOPE e de um falso moralismo nacional, que acha outros tipos de imundície a coisa mais natural do mundo, mas isso é outra história.

Então, resolvi lançar a questão para vocês:

O que levou Dedina a trair Elias, seu marido?

a) Falta de vergonha na cara, afinal, uma mulher casada tem que se dar ao respeito

b) Insatisfação, carência afetiva e sexual

c) Falta de diálogo e abertura na relação

d) O desgaste natural de anos de casamento

e)




























terça-feira, 13 de janeiro de 2009

domingo, 11 de janeiro de 2009

Miséria é miséria em qualquer canto



Não vou escrever uma linha sobre o que está acontecendo na Faixa de Gaza da mesma maneira que não escrevi nada sobre as enchentes em Santa Catarina. Sobre este último, confesso que fiquei me coçando, mas resisti. Sem dúvida que todo o sofrimento das famílias desabrigadas, os mortos e desaparecidos me comoveram. Porém,
confesso que, sendo nordestina, já vi sofrimento demais, catástrofes demais, miséria demais causados pela natureza.

Aqui em Pernambuco, a exemplo do Nordeste inteiro, não ter o que comer, o que vestir, não ter água potável, ou melhor, não ter água nenhuma é coisa rotineira. Mães e pais vendo seus filhos morrerem aos poucos, à míngua, faz parte de um cenário de anos e anos a fio. Virou a epidemia da miséria. E de uma miséria que é capitalizada como estava sendo a da tragédia de Santa Catarina.

E, honestamente, não posso dizer que me comovi de ficar aos prantos, deprimida, como li que muitas pessoas ficaram. Claro que me angustiou profundamente ver na TV pessoas sofrendo por suas perdas familiares e materiais, mas, como disse, ser nordestino, mesmo não fazendo parte da grande população que vive na miséria, já é o suficiente para ter calos na alma. O que não quer dizer indiferença. Talvez revolta caiba mais. Pode ser medíocre, pode ser mesquinho da minha parte, mas pensei que talvez grande parte dessa sensibilização nacional tenha se dado porque o infeliz na tela da TV era louro de olhos claros, gente que nós não estavamos acostumados a ver em condições sub-humanas. Porque já virou praxe ver uma mulher negra ou cabocla, nordestina, esquálida, com um bebê igualmente cadavérico na teta, cercada por mais meia dúzia de filhos, falando em falta d'água, com as panelas de alumínio no fogão completamente vazias, não é verdade? Cadê a comoção? A mobilização? E isso acontece todo dia, meus caros, toda hora. Quem lembra? Onde estão os grupos organizados? Onde estão as ONGs? Cadê os selinhos nos blogs pedindo ajuda, doação?

Já sobre Gaza não falo porque me dói. Tenho evitado ler e ver as imagens. Especialmente das crianças e velhos, que são o meu ponto nevrálgico. Sinceramente, não vejo solução próxima para um conflito que vem endurecendo nos últimos sessenta anos. Índole belicosa de ambos os lados, fanatismo religioso, ódio, interesses conflituosos e oportunismo são peças muito difíceis de serem equacionadas. Nossa razão ocidental tenta dar conta disso ditando receitas para uma paz que talvez nunca seja alcançada. Infelizmente muitas histórias não têm final feliz e nem sempre o bem e o mal podem ser tão cartesianamente delimitados. E ninguém é santo naquele balaio de gatos.

De uns tempos para cá, decidi que não vou me fragilizar por livre e espontânea vontade. Já sofri muito por causa dessa minha natureza de antena parabólica. Preciso de lucidez para cuidar da minha filha, de mim e de quem me cerca. Não posso mudar o mundo e nem quero, pois tampouco tenho certeza de que as minhas decisões
seriam as mais acertadas. Podem chamar isso de omissão e falta de engajamento. Podem me acusar de estar em cima do muro. Mas a maioria que pensa assim está fazendo algo concreto para ajudar além de teses revoltadas ou comoventes? Desde quando reproduzir fotos sangrentas da Reuters resolve o assunto? Pois em meio a essa loucura toda, eu opto por sobreviver.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Manhãs de sábado



Hoje, quando acordei, por alguns momentos vieram-me à boca antigos sabores, como muitas vezes me assaltam cheiros do passado, coisas que surgem assim do nada, mas que têm o poder de me levar de volta a um tempo e espaço que fisicamente não existem mais.

Na casa dos meus avós, o café da manhã do sábado era sempre o melhor. Porque minha avó trazia muitas coisas fresquinhas da feira. Porque não havia o horário da escola e nós podíamos, os três, comer aquelas coisas das quais eu gostava tanto (muitas ainda gosto). Porque, em dias muito quentes, tomávamos o nosso café da manhã na mesa da varanda que dava para o quintal, ladeada pela jardineira da minha avó.

E eram tantas as delícias: café com leite (trazido na porta pelo leiteiro), tapioca com manteiga, cuscuz com leite de côco, queijos de coalho e manteiga, carne assada, pelo menos dois tipos de bolo (quase sempre Souza Leão e bolo caseiro, daqueles simples), ovo frito, que era a especialidade do meu avô Belmiro: as bordas das claras chegavam a queimar, mas as gemas ficavam meio moles. Havia também bolachas, pão fresquinho e assado, inhame e macaxeira e frutas: banana, mamão e laranja.

Uma mesa farta, uma mesa nordestina, com toda certeza. Uma pequena celebração semanal. E se era mês de junho, as comidas de milho reinavam: munguzá, pamonha e canjica, milho cozido e o bolo de milho se juntava ao Souza Leão.

São lembranças, cheiros e gostos de saudade, comida e felicidade. Minha avó não parava de falar da vida, dos afazeres, dos problemas, dos amigos e dos familiares. Meu avô muitas vezes ouvia tudo calado ou falando apenas o indispensável, como era do seu feitio. E eu, se já soubesse que tudo que é bom dura tão pouco, teria respirado mais fundo aqueles cheiros, teria prestado mais atenção ao barulho da louça, teria mordido a crosta do pão assado com menos pressa, teria olhado para eles com mais ternura. Teria amado mais e desejado menos o mundo lá de fora.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Segredos íntimos



Vou dizer uma coisa a vocês: esses pitis de mulherzinha (do tipo do vídeo abaixo) me dão ânsia. Amo as minhas amigas que, quando chegam aqui em casa, junto com o abraço apertado de saudade, ainda me dão uma dedada, né, Re? Sei não, por que é que mulher pensa que o lindo é ser fresca? Quero mais é estar cercada de pessoas amorosas, que falam olhando nos olhos e que não têm a pretensão de ser nada além do que são.

Regina, amei sua visita, precisamos nos ver mais. :)

Uma questão de prioridade...






Confesso que sou da turma dos rapazes. ;)