segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Reunião do CPG



Local: Bar Central
Dia: 12/08
Horário: 18h

Pauta:

1. Muro das Lamentações e demais vicissitudes existenciais
Palestrante: Kenia Mello
Mediador: demais

2. How to understand a piriguete's mind Como carbonizar seu filme em 3 lições
Palestrante: Cristiana Souza
Mediador: demais

3. Momento Tome tento
Palestrante: Sue Holder
Mediador: quem é doido?

4. Discussão do Projeto Cousas de Muleres, originário do natimorto Phodcast

5. Momento Sugesta nas calçadas
Palestrante : Naná G. Falcone
Mediador: demais

6. Momento Cousas de Muleres - Como ser feliz sem meda!
Palestrante: Elzinha Santos

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Enquete Betty Faria



Bofe (scandal) of the week

Rodrigo Lombardi

Vamos fazer o Caminho das Índias, follow me!


(Clique nas imagens para melhor visualização)


Oi, tudo bem?





Meu nome é Raj... Miraj.





Fumar faz bem à saúde...





Quem estiver achando ruim que chame a polícia!





Como diria Grace Kelly: Atoron o perigon dele!





Tira a mão daí, vaca!





Calor, nééé?





Segundo Ivette, homem com cara de homem!





Consultada, Betty disse que faria de hoje até o dia do juízo final. E você?


Colaborou na enquete: Ivette Góis.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Mudança na programação - volúpia e sedução






(Clique na foto para ver melhor)


O Leite de Cobra, entrando em sintonia com as ondas hormonais da TPM, dará um tempo na programação atual de textos em prosa poética, poesia e demais manifestações literárias e iniciará, amanhã, o retorno da Enquete Betty Faria, com o Bofe of the week sugerido pela nossa querida Ivette.

Estou reeditando as enquetes em termos, porque elas dão um trabalho danado, diga-se de passagem: não é fácil e exige tempo ficar zanzando atrás de fotos fazíveis pela net afora. Por isso, elas só continuarão mediante a colaboração de vocês. Minha vida está meio de cabeça pra baixo - depois explico, calma! -, assim, se quiserem manter a umidificação em caráter semanal ou mensal, colaborem!

E os rapazes também: mandem indicações de nomes e fotos para a Enquete Marcelo Faria, desde que se mantenha a compostura que é de praxe nas enquetes. Fotos de vaginas, peitos, bundas e penises (penes) - só sei em inglês, quem souber o plural em português, favor informar - serão sumariamente deletadas. Digo isto porque vocês não têm noção das marmotas que já enviaram para eu publicar...

As fotos podem ser mandadas para o e-mail daqui do blog, que você chega quando clica em Visualizar meu perfil completo ou para o Gmail, que quem é de casa, sabe.

Para ilustrar a reviravolta temática, o muso das moças e de (alguns) rapazes do Leite de Cobra: Hugh Jackman forever. E ai.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Não sei de cor






Não sei poemas de cor, embora estejam dentro de mim, prontos para serem ditos.
Não sei poemas de cor, não sei declamar, sei apenas ficar quieta diante deles.
Sou uma blague, uma farsa, um acúmulo desordenado de pés sem cabeça, nem pé nem cabeça nem tronco nem membros, só vertigem em meio ao caos e às vidas alheias, tão exatas e ordeiras.
Respiro o cheiro nauseante de fantasmas antigos, todos guardados, todos prestes a tomar, em motim e dentes, o que lhes é de direito. No entanto, resisto, um pouco a cada dia. Até quando?
Não sei poemas de cor, mas sei um pouco da dor, matéria bruta de que são feitos. E se num dia de sol como hoje, a felicidade me espreita, esqueço a folha em branco e sigo com riso largo, fácil - quem disse que não sei fingir?
Talvez, por isso, eu não saiba poemas de cor: eles fogem de mim porque não me entrego, resisto-lhes. Até quando?

domingo, 2 de agosto de 2009

O Amor






Um dia, quem sabe,
ela, que também gostava de bichos,
apareça
numa alameda do zôo,
sorridente,
tal como agora está
no retrato sobre a mesa.
Ela é tão bela,
que, por certo, hão de ressuscitá-la.
Vosso Trigésimo Século
ultrapassará o exame
de mil nadas,
que dilaceravam o coração.
Então,
de todo amor não terminado
seremos pagos
em inumeráveis noites de estrelas.
Ressuscita-me,
nem que seja só porque te esperava
como um poeta,
repelindo o absurdo quotidiano!
Ressuscita-me,
nem que seja só por isso!
Ressuscita-me!
Quero viver até o fim o que me cabe!
Para que o amor não seja mais escravo
de casamentos,
concupiscência,
salários.
Para que, maldizendo os leitos,
saltando dos coxins,
o amor se vá pelo universo inteiro.
Para que o dia,
que o sofrimento degrada,
não vos seja chorado, mendigado.
E que, ao primeiro apelo:
- Camaradas!
Atenta se volte a terra inteira.
Para viver
livre dos nichos das casas.
Para que doravante
a família seja
o pai,
pelo menos o Universo;
a mãe,
pelo menos a Terra.


Vladimir Maiakovski (1923)

sábado, 1 de agosto de 2009






Memória afetiva é uma coisa séria e muitas vezes a dimensão de certos fatos só é percebida anos depois. Quando eu era menina, tipo uns 7, 8 anos, costumava ler uma enciclopédia histórica do meu avô, da Editora Bloch - um dos tomos, por sinal, tenho comigo. Num deles, de História do Brasil, havia umas páginas dedicadas a
Tiradentes, à Inconfidência Mineira e coisa e tal. Mas o que me impressionava mesmo eram as fotos do cara com a corda no pescoço. Outra, pior ainda, era a das partes do corpo arrancadas e penduradas não lembro onde, aquelas fotos clássicas da execução. Anos depois, as peças se juntam e encontro, nesse desvão da memória, a resposta para algumas questões. E certos insights vêm nas horas mais improváveis: estar atento a pequenos detalhes faz toda diferença. Racionalizar é preciso, embora quebre o encanto da maioria das coisas.

Pode esperar






Descasca, Marrom.