segunda-feira, 2 de junho de 2008

O tiro saindo pela culatra






Se tinha uma coisa que os comentaristas esportivos do Sul e do Sudeste e seus veículos de comunicação não contavam era com a solidariedade entre os times pernambucanos, que têm um histórico de muita rivalidade.

Queria ver se o incidente tivesse ocorrido da seguinte maneira: um jogador do Náutico, no estádio do Botafogo, fazendo gestos obscenos para a torcida local, arremessando e ferindo um torcedor com uma garrafa de água e, sendo a polícia acionada para contê-lo, o mesmo resistisse à voz de prisão e ainda chamasse os policiais de merda. E voz de prisão, sim, porque o jogador transgrediu o Estatuto do Torcedor.

Duvido que a indignação seria a mesma. E, de quebra, ainda iam louvar a pronta ação da PM do Rio, esquecendo que a truculência também é característica dela, quando, por exemplo, sobe as favelas e, além dos bandidos, mata inocentes que também são vítimas do tráfico. Isso a nobre imprensa não fala, isso a nobre imprensa não vê.
Por acaso alguém ouviu a imprensa falar sobre as pedras que foram jogadas no ônibus do Sport, semana passada, lá em São Januário? Você ouviu?

O que ocorre é que os times do Rio e São Paulo andam apanhando muito dos times pernambucanos e agora qualquer coisa é motivo para desqualificar a competência. O que não faz o medo, hein? Lugar de marginal é na cadeia mesmo. Tão pensando o quê?

20 comentários:

Repórter Bacurau disse...

Se lugar de marginal é na cadeia, o Ixpó vai ficar sem torcida nos estadios... hehehehe

O ônibus do Palmeiras levou pedrada no último jogo com a coisinha. Sem contar as almas sebosas que ficam queimando (epa!) fogos perto de hotéis onde os times adversários estao hospedados.

Na verdade, isso tudo foi uma tempestade feita com copos de água. Não tem ninguém limpo na história. Todos agiram muito mal, revelando o despreparo de todos: jogador de futebol, polícia e imprensa.

Kenia Mello disse...

Falou agora o representante da Vossa Santidade, o Timba, que no ano passado quase aleijou um jogador do Sport, num fair play antes nunca visto na história desse país.

E esse negócio de fogos é catimba de torcedor, lá em São Januário fizeram a mesma coisa contra o Glorioso.

Também acho que se André Luís não estivesse tão alterado e tivesse seguido pro vestiário, nada disso teria acontecido. Polícia para quem precisa de polícia, fio.

Sue disse...

Perfeito, Dona Ke! Independente da rivalidade futebolística, vc foi imparcial e coerente no texto.
Vamos aguardar para que Pernambuco não seja prejudicado.

Mas, inveja é uma merda, né?

Vamos mostrar, em campo, como é que se ganha, hehehehe. Até pq, fora das 4 linhas, eles sabem como ganhar.

Aproveitando: choooooooooooooooooooooooorem alvinegros, hehehehehe

Lilás disse...

Bem, de futebol entendo pouco, mas vi o gesto do jogador e sua falta de educação na "casa dos outros".
Merece a multa que ganhou e se eu fosse o técnico, não o deixaria jogar na próxima.
Tomara que dêem uma canelada nele na próxima. hehehhee

Coronel Yanossauro disse...

Procêvê...
Isso é mais um dos problemas que sempre apontei como relacionados ao futebol.
Um animal semi-analfabeto é retirado da miséria, recebe logo um salário que não é qualquer profissional com 20 anos de escola que ganha, e fica logo se achando super-homem. Vira semideus. Faz gestos obscenos para os torcedores adversários, joga lixo neles e ainda grita para que uma policial não toque nele.
Outros animais jogam pedras em ônibus de jogadores (e torcedores) de times adversários.
Outros animais ficam soltando fogos de artifício na frente de hotéis para não deixarem nem jogadores adversários e nem hóspedes dos hotéis descansarem em paz.
E sempre tem gente que acha correto, "coisa de garoto", "catimba de torcedor". Na minha consciência isso é má educação, é a má cultura do futebol-associação.
Tô é fora!

Kenia Mello disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Kenia Mello disse...

Yano, o fato de eu ter dito que soltar fogos para perturbar o sono alheio era catimba de torcedor não significa que eu considere tal atitude correta.

Assim como a coprofagia é um comportamento encontrado na espécie humana, a sua constatação não eleva o seu objeto à condição de iguaria. :P

NaNá disse...

É Mme,
Isso pode render um bom escrito psico-socio-emocional sobre os efeitos das lapadas heheheh
A inveja é uma merrrrrd@@@

Há tempos ando muito abusada desses comentários sempre parciais dos jornalistas do S/SE em relação aos nosos times (de todo NE) e algumas vezes até depreciativos.
E agora que é nois na fita eles estão espumando de raiva. Quando é a campanha de vacinação contra a raiva hein???

Mas quero mesmo saber é qual a desculpa que o excelentíssimo senhor presidente chorão do botafogo vai usar pra justificar ter mandado o promotor tomar naquele lugar.

Vai é chorar vendo o sol nascer quadrado
chooooooooooora
buáááá snifff

Beijos

Anônimo disse...

Bom! Infelizmente venho discordar com vossa língua, prezada prima, qto as pedras, acontece com qq time, o exemplo já citado pelo meliante é válido! Apesar de não ter sido tão brutal, houve ataque ao ônibus do Palmeiras aki tb, imagina se a torcida do "Curintia" fizer algo lá? São marginais travestidos de torcedor, é fato!!!
Tb discordo qd, pelo menos entendi, escrachas a PM do Rio dizendo q matam tds q vêm pela frente, se fosse eu, subindo no morro e levando tiro, o primeiro q se mexesse na minha frente levava bala, mas voltemos ao esporte.
A PM agiu corretamente; um louco, pra mim estava drogado, kerendo dar uma de bonito xingando até a sombra? Deveriam ter metido o cacetete, mas aí deixariam a torcida da Barbie eufórica kerendo trocar de lugar com o marginal do André Luis, mas fazer o q, né?

Inté...

Jr Silvestri

Renata Komuro disse...

Eu entendo bulhufas de futebol, mas não poderia deixar de tecer meu comentário... Eu fico é meio "arretada" com esse tal fanatismo futebolístico, onde o estádio mais parece uma guerra de gladiadores... Estava eu, um dia, no escritório e vi pela janela um transeunte jogando pedra em direção a um ônibus flamejante de torcedores fanáticos. De repente um bando de pms que surgiram do nada tacaram o cacetete no pobre coitado(?), não sei o que foi pior: o depredador que jogou a pedra, os pms que botaram pra lascar ou o bando de arruaceiros que estavam dentro do ônibus... (vai ver que os policiais eram do time rival). Sei lá, só sei que perdi a oportunidade de tirar fotos e fazem um grande furo jornalístico como um desses episódios, hahahaha!!! É melhor eu ficar aqui na santa ignorância futebolística... bjs! Rê.

Mani disse...

Tive a mesma sensação...A arrogância do jogador e do presidente do clube depois foram dignas de pena. E certa estava a Tenente da PM que não admitiu o desacato!

Kenia Mello disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Kenia Mello disse...

Eu não escrachei a PM do Rio, primo. O que acontece é que a imprensa do S/SE, depois do ocorrido, está chamando a PM de PE de truculenta, despreparada etc., quando na verdade, na maioria dos casos e o Rio não é exceção, ela age com truculência, despreparo e também corrupção. Claro que nesse meio existem profissionais que honram a farda e arriscam suas vidas.
O exemplo das favelas é fato e aí quem discorda de você sou eu: ir atirando em tudo que se mexe porque está subindo o morro? Negativo e operante, fio. A polícia é treinada (ou pelo menos deveria ser) para proteger o cidadão de bem e não o contrário.
Por isso que eu tenho respeito pelos bons profissionais que conseguem fazer a coisa certa na hora e locias certos.

Pernambucobebendoparaomundo disse...

"Assim como a coprofagia é um comportamento encontrado na espécie humana, a sua constatação não eleva o seu objeto à condição de iguaria. :P"


huahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahua ®
Ganhei o dia

Repórter Bacurau disse...

Observa só as estatísticas de ônibus depredados nos dias de jogos do Ixpó, da Minhoquinha Colorida e do Timba.

Se você morasse perto de um desses hotéis, não iria dizer que era catimba de torcedor.

Na verdade, o futebol virou uma coisa odiosa nos últimos tempos, uma coisa de vida e morte. Gente matando, morrendo e se estressando por conta de um jogo. Há mais ódio do que amor nisso tudo.

Renata Komuro disse...

Desculpa a ignorância mas o que é coprofagia? rssss

Kenia Mello disse...

É a prática de comer fezes, Renata. :)

Anônimo disse...

Teimo em dizer que toda a campanha Anti-Pernambuco não tem apenas a ver com o excelente desempenho dos clubes no campeonato brasileiro, nem do sport às portas da libertadores. Qual estado está disposto a perder os investimentos que serão realizados em infra-estrutura, transportes, hospitais, estádios etc pra Copa de 2014. Esse lobby vai ser defendido com unhas e dentes, porque ninguém quer ficar de fora. Pernambuco ao que me consta, não apenas é referência na organização de eventos esportivos, como foi o pontapé inicial da campanha do tetra, sendo atrelado à imagem de organização, segurança nos estádios, carinho, amor da torcida que é apaixonada pelos seus times, sem ser, entretanto, desordeira e violenta. Em virtude de tudo isso, depois dos 07(sete) gols enfiados na bolívia naquelas eliminatórias (copa 1994), foi por aqui que a seleção Brasileira botou o pé depois daquela conquista. Mas parece que todos esqueceram disso, não só esqueceram, como hoje acusam infundadamente o Estado de desorganização, truculência, violência. Somos um povo permeado de amor as coisas locais, o que chamamos de pernambucanidade, e aqui nossos clubes têm mando de campo e voz nas arquibancadas. Somos o único Estado onde as maiores torcidas não incluem Flamengo e Corinthians, e sim Sport, Santa e Náutico, mas isso não está de fato em questão. A campanha pra sediar jogos da copa de 2014 começou muito cedo, e outros estados não querem correr o risco de perder tais investimentos, e principalmente a visibilidade, quando o mundo vai saber... Recife, Olinda existem! Pelo Sport Tudo. E parabéns às suas brilhantes e grandes e multi-coloridas torcidas.

Olavo Dore

Renata Komuro disse...

pra vc vê amiga: palavra feia não tem no meu vocabulário... hehehe.

Kenia Mello disse...

Olavo, só tem cobra criada nesse mundo, né não?
Seja bem-vindo!

Renata, não existe palavra feia, o costume é que é de lascar. ;)