domingo, 8 de novembro de 2009

Fernanda Young na Playboy



(Clique nas imagens para ampliá-las)





Eu acho Fernanda Young uma mulher bonita. Nunca assisti ao seu programa Irritando não-sei-o-que-lá, e das coisas que ela escreve, li uns dois textos produzidos para uma revista dessas que dão dicas de como a mulher deve proceder para arrumar um macho marido. Não achei grande coisa, com certeza já li bem piores, mas também não é o caso aqui de falar dos dotes literários da moça, uma vez que o assunto da hora é o seu ensaio fotográfico na Playboy. Não sei o que os rapazes vão achar, mas eu gostei das fotos que vi.








Numa entrevista, FY disse que ia pedir para pegarem leve no Photoshop, tirando só as estrias, resultado de três gravidezes, e algumas cicatrizes. Massa, real woman, né?





Eu não vi ainda as fotos do recheio, mas tirando por essa aí de cima, dá para notar que o pessoal continua errando a mão nos retoques. Essa cinturinha está meio desproporcional ou é impressão minha?

terça-feira, 3 de novembro de 2009






Certas situações se insinuam tão sorrateiramente e se aboletam na nossa vida de modo que sequer percebemos o quanto não é natural viver com o peso do mundo inteiro nas costas: a gente acorda cansado, sem saber ao certo o que incomoda, mas também sem ânimo algum para cascavilhar motivos, entorpecimento que mais parece resultar de mandinga, reza braba ou coisa feita, o que vem a dar exatamente no mesmo. E assim a gente segue naquele fazer o quê? que é a constatação do que de mais óbvio existe na face da terra: a vida é isso mesmo. E você só se dá conta quando, num inesperado rasgo de lucidez temperado com uma pitada de doidice e falta do que perder, sapeca um basta bem redondo na cara do que te esmaga e muda a lógica da expropriação de si mesmo. Depois do espanto, a vida começa a seguir com a serenidade e a leveza que há muito tinham sido esquecidas.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Fundação






Saudade é rio de longas deságuas e elas sempre sabem para onde nos levam... Hoje é dia de lembrar de uma figueira, de um cachorro perdigueiro com nome de rei, de almofadas e penumbra, de cheiros de café e água de colônia. Minha pedra fundamental tem essas marcas gravadas em si e outras mais. É lugar de retorno, abrigo,
reconhecimentos. Fui forjada em pedra áspera, pontiaguda, irregular. Mas pelas mãos do ourives todas as arestas foram desbastadas, polidas, apaziguadas. A força do furacão domada por olhos cheios de paciência, de sabedoria e de silêncio. Minha fundação, o que melhor me traduz, o que me lembra a cada instante quem sou e de onde vim.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Orkut, Facebook, Twitter e algumas gotas de noção



(Clique nas imagens para ampliá-las)


E dizem que o Orkut vai trocar de visual, incrementar ferramentas, vai ficar igualzinho ao Facebook. Detestei a ideia.





Acho o Facebook muito zoneado, tudo misturado, não gosto. O que acho mais legal nele é a possibilidade de achar amigos que se perderam mundo afora. E o Twitter definitivamente não é a minha, sei lá, acho aquilo paranóico, não me agrada a ideia de ter pessoas me seguindo, muito menos de seguir algo ou alguém, parece fanatismo religioso ou ideológico, o que vem a dar no mesmo, coisa de gente obsessiva, sai pra lá!





Na verdade, estou meio de saco cheio dessas paradinhas de redes sociais, comunicação real time tipo MSN e tal. Porque nego não tem mais respeito por nada. Se você está ocupado ou ausente, é incomodado, não adianta. Dia desses, aconteceu de uma criatura estar off line e ficar me bombardeando com idiotices só porque eu estava disponível. E ainda teve a audácia de perguntar por que eu não respondia já que estava on line!





Acontece que no domingo fico on em tudo, mas não paro no computador: quem tem filho pequeno sabe a ginástica que é. Também tenho marido do outro lado do Atlântico, que deixa recados sobre horários pra gente papear no Skype, essas cousas. Mas existem pessoas que não têm noção, inclusive de perigo, especialmente no que diz respeito à criatura que aqui escreve. Tomo o maior cuidado para não ser invasiva e justamente por isso detesto que invadam meu espaço. Ódio mortal de quem faz isso. E não é porque se tem blog, Orkut etc. que não se pode reivindicar respeito à privacidade. As pessoas precisam entender que a civilidade que as conduz (ou deveria conduzir) na vida real deve ser aplicada à virtual, aquela noçãozinha básica de quem tem educação doméstica, como diria minha avó. E o que eu tenho encontrado de gente sem noção não está escrito...





Do you have Facebook?

quarta-feira, 28 de outubro de 2009






A gente vai cansando, cansando e quando se dá conta... cansou.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Toras, Torá






O corte revela o tempo passado,
sem alarido:
arbóreo relógio de estações centenárias.
Sob a superfície do invisível estão os nós,
os sulcos,
os misteriosos desenhos,
materializados,
concretos,
ao alcance,
sem que se percebesse o silencioso mourejo.
Tomou-me há dias a sensação de madeira talhada:
um mundo subterrâneo me convoca.
Guiada pela música incidental
das profundezas da terra,
aquiesço: a febre me consome e embala.
Na escuridão,
as raízes se contorcem buscando o mais fundo,
húmus,
seiva,
fertilidade de novos ramos,
brotos.
Diante dessa orquestra laboriosa e úmida,
húbris,
veleidades,
são poeira e
nada.
O transitório, que tudo esmaga,
esculpe sinuosidades nas nossas entranhas.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Karma Sutra






Sei não, mas desconfio que em outras vidas fui:

a) animadora de festas
b) psiquiatra
c) vidente
d) muambeira
e) dona de pensão
f) cafetina
g) orelhão

Só pode. Karma é a única explicação que me resta.