sábado, 28 de fevereiro de 2009

Autorizado aborto em menina estuprada pelo padrasto



Desde o início da semana, a imprensa pernambucana vem noticiando o caso de uma menina de 9 anos, que vinha sendo violentada desde os 6, e que se encontrava grávida de gêmeos, numa gestação de 15 semanas e de alto risco. O padrasto, autor do crime, encontra-se preso e confessou que também abusava da outra filha, de 14 anos, da sua companheira.

Previsto por lei (estupro e por constituir risco para a vida da gestante), o aborto, consentido pela família, foi realizado hoje, sem que houvesse necessidade de autorização judicial.

Só estou aqui, na moita, esperando alguma manifestação contrária à intervenção. Gostaria de saber qual é o argumento que alguém, movido por qual credo for, tem para justificar a não-interrupção de uma gravidez dessas.


Update: a interrupção da gravidez ainda não foi feita (01/03).

9 comentários:

Anônimo disse...

Quer saber?
Eu não creio que se deva dar atenção a quem se manifestar contrário a tal decisão.
Afinal, a ética segue uma "lógica" na qual se tem que fazer escolhas que findam ensinando misericórdia e humanidade que estão muito acima de todos os credos.
bj
R.

Anônimo disse...

Que tristeza, Kenia, que tristeza... Não me valho de conceitos subjetivos como misericórdias e credos. Me basta a lógica, neste caso. O que serão destas meninas, para o resto de suas vidas?

Anônimo disse...

nossa,esse caso é horrível,um absurdo só de pensar.Um animal desses deveria ser esterilizado.
O aborto é a saída menos desastrosa,já q o pior,q foi o roubo da infância dessas meninas, já foi feito.

Bjos e []s

Ivette Góis

Kenia Mello disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Kenia Mello disse...

As condenações mais veementes feitas ao aborto, seja ele em qualquer circunstância, vêm, quase que na sua totalidade, respaldadas por preceitos religiosos. Não posso afirmar que todas são embasadas na religião por falta de dados estatísticos, mas me arrisco a dizer que mesmo os que se dizem humanistas têm, enrustido nos seus discursos, o conceito de vida como dádiva divina e que, portanto, não é da competência humana tirá-la, seja não permitindo que um feto com anencefalia venha a nascer para morrer em seguida, seja desligando os aparelhos de uma pessoa que se mantém viva, por anos a fio, tão somente por causa deles, por exemplo.

Anônimo disse...

to esperando com voce

ATG disse...

Sou contra a Interrupção Voluntária da Gravidez, vulgo "aborto", excepto em casos de violação da mulher, má formação do feto ou em que a gravidez constitua perigo para a vida da mulher.
Tirando isso, até consideraria a IVG opção para aqueles casos em que por mais diligente que o casal tenha sido, aquele 1% da gravidez acontecer se tenha realmente verificado. O grande problema é provar que se foi diligente.
Por fim, sou inteiramente contra o velho argumento "o corpo é da mulher e ela é que sabe o que deve fazer com ele". É verdade que é ela que engravida, mas se quando o homem quer ter a criança e a mulher não, prevalece a vontade dela e eles não têm, porque é que quando ela quer ter e ele não, por mais que ele não queira, acaba por ter que acartar com as consequências e, entre outros, ter que pagar uma pensão de alimentos vitalícia? Esta situação é ainda mais grave quando sabemos muito bem que existe por aí o chamado "golpe do baú" em que algumas mulheres bem garantem que não estão no período fértil, ou furam o preservativo do homem de forma astuta o suficiente para ele pensar que está descansado e quando vai ver... vai ser pai e ter que bancar a mãe. Acho injusto.

Beijos

ATG disse...

A ética é um conceito muito bonito para todos aqueles que não enfrentam verdadeiras situações de vida real...

Anônimo disse...

Kenia
Eu entendo que, em se tratando do ser humano, a LÓGICA é usar mesmo de humanidade e misericórdia inclusive nas leis para casos delicados e específicos como esse.
Isso é ética pura e OBJETIVA!
O que, inclusive, nada tem a ver com moralismos, estando portanto acima de todos os credos.
Usar de misericórdia
(na verdadeira acepção da palavra) não é lançar mão de mero conceito subjetivo, mas AGIR humana e objetivamente em função do bem estar do ser humano.
Isso é ser ético!
bj
R.