domingo, 17 de maio de 2009

Instantâneo



(Cais José Estelita, Recife)


Meio-dia
sol a pino
céu azul de poucas nuvens
maré baixa, maré lenta
meio peixe, meio homem
o pescador arrasta a rede

se houve peixes, não sei,
segui em frente, quase à força
empurrada por minhas monotonias

6 comentários:

Beth/Lilás disse...

Nossa, a gente sente esta 'monotonia' nas palavras dessa poesia! Bacana!
E esse maravilhoso cais em Recife, não cohecia!
bjs cariocas

Punksauro Nei disse...

Lugar lindo, hein?

As monotonias, onde brotam as flores das monotonias?

Anônimo disse...

senti esse sol do meio dia na minha cabeça tb,me tirando a força e a vontade de seguir:modorra.

Bjos e []s

Ivette Gois

Dani (ela) disse...

então...

quando estou indo trabalhar de manhã cedo, ainda posso ver redes sendo puxadas. medá uma dó ter que seguir e ir embora sem saber o que tinha na rede...

jose luis disse...

es poeta???

Kenia Mello disse...

Sou?