quinta-feira, 21 de maio de 2009

Xô, Peta!






Quando uma organização que trata de um assunto sério como é a defesa e o tratamento ético dos animais permite que uma inverdade seja usada para dar sustentação à sua causa, perde o meu respeito. Aproveitar-se do pânico alheio para qualquer fim, seja ele nobre ou não, é uma tremenda duma escrotice.

11 comentários:

Paola disse...

Uhu!
Assim fica mais fácil!
É só espalhar a mentira que o serviço está feito!
Isso que é "oba-oba"!

PAola

Anônimo disse...

respeitam a vida dos animais,mas não a inteligência dos outros...

Bjos e []s

Ivette Góis

João Eurico disse...

Concordo plenamente. Nada como o tempo para que as reais intenções de uma organizaçào apareçam. O ideário é nobre mas os motivos ocultos são escusos.

Essa falta de coerência sinaliza que há algo de podre.

Punksauro Nei disse...

Mas diz, vou viver do que, de brócolis?

Boi come brócolis. Eu como o boi. Posso comer o brócolis direto, sem intermediário.

Mas é sem graça. Melhor com sal grosso.

E tem outra, pra matar bicho, não tem ética, tem matança. É a lei da selva, do frigorífico, da galinha no quintal.
Xô PETA!

Beth/Lilás disse...

Fora Peta! Hipócritas!

Olha, tô esperando você na minha pracinha para dar continuidade ao convite que fiz lá.
beijinhos

Fabio Barros disse...

Acho que tem fundamento sim.

O que esses grupos alegam é que o surgimento dessa nova gripe tem a ver com as condições precarias em que os porcos são mantidos para fins de comercializacao de carne.

Vê aí:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15984

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15962

Kenia Mello disse...

Fábio, olhei apenas superficialmente o primeiro link, mas pelo que vi, ainda permanece em mim a impressão de leviandade da organização.

Explico: uma coisa é dizer, como foi dito pelos representantes do Peta, que comer carne causa a contaminação, ou, ainda, em última instância, que os vegetarianos seriam menos propensos a contraí-la porque são mais saudáveis.

Não vou entrar no mérito da segunda colocação porque o caráter propagandístico é tão explícito que dispensa refutação.

Então, o problema, diferentemente do que foi sugerido, não é o consumo da carne suína, mas, sim, as condições em que os animais que são abatidos vivem. Essa renderia uma outra discussão.

Por outro lado, caso o abate se desse em animais que vivem em condições de higiene adequadas, a questão viria por terra: o problema não é consumir, mas o entorno.

Fabio Barros disse...

Então, a criação e o abate de porcos existem porque há gente que consome esse tipo de carne.

O que eu digo é que há uma conexão entre as coisas. As acusações não levianas como podem parecer.

Kenia Mello disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Kenia Mello disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Kenia Mello disse...

Fábio, você não percebe a falácia? É só inverter as coisas que o argumento cai por terra: se os animais forem criados para o abate em condições sanitárias desejáveis, a doença não ocorrerá.

Esse tipo de argumentação desmorona quando se mexe na fragilidade de sua sustentação.

Quer dizer que para evitar a Aids a solução é deixar de fazer sexo? Seria muito radicalismo, né? Pois sempre se tem a camisinha e tudo fica certo.

O mesmo vale pros porquinhos. :P