quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Zilda Arns e os pequeninos (de espírito)






Fico besta diante do ranço de certas pessoas que tentam obscurecer a grandeza de outras simplesmente porque elas (seus alvos) têm posições ideológicas diferentes das suas. Botando os pingos nos is: ouvir que Zilda Arns foi uma grande mulher apesar de suas posições me soa de uma arrogância sem par (ou despeito ou vontade de sobressair em meio à unanimidade do discurso que lhe atribui valor, mesmo que à fina força ). Ela foi e fim. Porque se salvar uma vida já faz a diferença, o que se dirá de várias e várias gerações? E o que importa, diante dessa constatação, o fato de haver religião no meio? Acho que o valor da vida humana e de quem efetivamente levanta a bunda da cadeira e de suas tão bem ordenadas teorias que cercam o nada com a paisagem do lugar nenhum deveria transcender essas miudezas.

11 comentários:

Ivette disse...

ih,tem gente pra tudo mesmo,mas agir q é bom, já viu né?Parece q procurar o q falar de mal virou passatempo favorito dessa moçada q diz ler os discursos nas entrelinhas...Se perdem tanto nelas q não percebem o qto estão sendo prepotentes e se afastando do óbvio q é o q mais salta aos olhos no caso de Zilda Arns: uma vida inteira em prol dos pobres.Será q se ela fosse ateia o discurso seria o mesmo?Acho muito difícil...rsrsrs
Enfim,é triste não saber separar as coisas.

Bjos e []s

Chica disse...

Ela foi e foi mesmo!!!Ninguém pode negar! beijos,chica

Anônimo disse...

Você disse muito bem. Agora, uma imagem me indignou profundamente: o suspeitíssimo padre Júlio Lancelotti elogiando a atuação de uma tão grande mulher, ele, a face da falsidade, o oposto do que ela foi.

Abraço. Brigitte.

Anônimo disse...

Falou e disse. Se ela fosse budista, evangélica, judia ou espírita sempre haveria alguém para criticar, da mesma forma qque criticam porque ela era católica. Melhor seria deixar as crianças morrerem desnutridas, não é mesmo?
Gente pequena, pequenina como você disse. Parabéns pela capacidade de ser sucinta e ir direto ao ponto.

Beth/Lilás disse...

Kenia,
Diz aí quem foi que vou dar um catilipapo nele?!
Gente obtusa, só pode ser!
bjs cariocas

Punksauro Nei disse...

Dra Zilda Arns, D. Helder Camara.

Como negar tal superioridade de carater e amor a humanidade?

Independente de altar.

Besos!

Ana R. disse...

Não há como negar a qualidade e o amor presentes no trabalho da Dra. Zilda Arns. Quem dera que nossos políticos pudessem aprender 0,01% da grandeza e do amor dedicados por ela à salvação de vidas imersas na pobreza. É uma pena que pelo menos 1 milhão, dos 15 milhões de dólares que foram doados ao Haiti, pudessem ter sido investidos na Pastoral da Criança e do Idoso. Eu não sabia que o Brasil era tão rico, porque afinal temos tantas necessidades....Não que os haitianos não mereçam, mas tudo tem sua proporção.
Não é à toa que houve um pedido de doação à Pastoral, no lugar das coroas de flores. As flores morrem rápido. A doação salva vidas!

Anônimo disse...

A médica Dra. Zilda Arns foi uma grande mulher, sim. E pensar que eu já ouvi, de um notável das literaturas, que mulher não deveria atuar nessa área: somente os homens, por práticos.

Abraço. Vera.

DILERMArtins disse...

Mas bah, Kenia.
As pessoas não endendem, alguns fazem que não entendem, que a diferença não está no credo de cada um, mas na atitude.

Fabio Barros disse...

Deixe de exagero. Nem sempre isso é sinal de prepotencia. Pode ser também sinal de tolerância e respeito com quem pensa diferente.

No meu caso, mesmo tendo uma má vontade arretada com as igrejas em geral, reconheço a grandiosidade de pessoas como Dra. Zilda, Dom Paulo Evaristo, Dom Hélder e outros.

O meu ateísmo nunca me impediu de admirá-las.

Anônimo disse...

se eçça senhora não entrou no céu,
eu tô lascado, jota cristo não vai nem querer saber dos meus argumentos.
eçça já é santa.
surrupei -sta cruz RN