sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Você se garante?



Falando em revista de mulher pelada, já aconteceu de uma conhecida minha ficar horrorizada porque eu deixo meu marido assinar a Playboy. A pessoa ficou indignada mesmo, como se eu estivesse empurrando Paul para a devassidão ou dando autorização para ser traída.

Particularmente, essa questão nunca me incomodou. Paul coleciona a Playboy desde moleque - uma das histórias que ele conta é que vendeu a de Luciana Vendramini a preço de ouro -, essas coisas. Sem contar que eu adoro as entrevistas, as dicas de gastronomia, cinema, etc.

Honestamente, não sou o tipo de pessoa que tomaria uma atitude dessas. Não me sinto incomodada, preterida ou menosprezada. Claro que tem muito retoque nas fotos, mas também tem muita mulher linda, poderosa. E isso me afeta? Não! Não tenho como objetivo de vida ser a mais bonita nem a mais gostosa da face da terra. Não é preciso abrir uma revista desse tipo para ver mulher bonita. Se fosse assim, era viver em eterna paranóia, não? Porque em qualquer lugar que você vá, há mulher bacana. É certo que não se vê nenhuma pelada em shopping ou andando na rua, mas o poder da imaginação existe e não deve ser subestimado.

Claro que me cuido, uso meus creminhos, freqüento a academia com disciplina mesmo porque a atividade física faz parte da minha rotina desde sempre, mas não vivo obcecada por beleza, minhas prioridades são outras. E também estou numa etapa da vida (segundo casamento, já há um ano na turma dos enta y otras cositas más) que ou eu me oriento de maneira razoável com relação a determinadas prioridades ou vou ser muito infeliz. Porque beleza e juventude não duram para sempre, a lei da gravidade é implacável e se você não se prepara para isso, vai ser uma pessoa infeliz, rancorosa, despeitada, amarga. Vi de perto um exemplo desses, mas é assunto para outro post.

Mas e a mercantilização do corpo da mulher? A coisificação do feminino e tal? Sinceramente? Se tem quem pose e quem compre, paciência. É uma exposição adulta, consentida e, na revista em questão, rentável para quem faz. Muita gente se vende de maneira mais discreta, socialmente aceita e, muitas vezes, mais obscenamente do que se expusesse o próprio corpo. Sim, porque essa mesma criatura que se doeu pelo fato de eu não impedir a entrada da revista aqui em casa, vive uma relação neurótica com o marido: tem medo até da sombra de uma saia cuja dona seja, segundo a sua avaliação, atraente.

Quem quiser que ache ruim, mas não sou moralista, não nesses termos. Guardo determinadas ressalvas para assuntos que realmente possam afetar a minha vida de forma concreta e não no nível da imaginação. De modo geral, o casal já faz concessões para manter a relação equilibrada, agora vou eu implicar com a Playboy de Paul? Ah, faça-me o favor.

19 comentários:

Paola disse...

Somos do mesmo time!
Acho tão esquisito esse desejo de controle sobre o outro,
Meu marido comprou Playboy um tempão, depois parou, não é a Playboy que vai modificar alguma coisa entre duas pessoas, é a própria relação!
Tudo depende das cláusulas do contrato que vc tem com o outro!
As vezes essa neura toda mostra do quê você é capaz!
né?RÁ!

Anônimo disse...

tb acho essa neura de controle uma bobagem pq qdo a pessoa quer aprontar,seja homem ou mulher,faz mesmo.
Respeitar o espaço do outros é sempre a melhor maneira de se preservar relações dos mais variados tipos.Desde q a coisa não seja de mão única,claro.

Bjos e []s

Ivette Góis

Anônimo disse...

Também sempre foi revista assinada em minha casa, desde sempre, entre outras tais como Quatro Rodas, IstoÉ, Nova e ainda a Folha de São Paulo, isso bem antes de internet.
Gostava muito das matérias da Playboy tb: diversificadas, bem-humoradas e inteligentes.
Acho até que a "lia" mais do que meu marido à época. rsss
bjos
R.

claudia disse...

Eu hein,
Mme num dá nem pra comentar tamanha neura.
Mai mai... Uma muié que tem medo de um pedaço de papel.

Eu tiro onda mas o ciumento deve sofrer demais imaginando tanta coisa.
Presenciei uma vez uma cena uma conhecida em que dava um piti espetacular pois o marido não atendia o celular, quando enfim o infeliz ligou pra ela, ela foi logo berrando que ele estava em um motel com uma fulana que ela cismava. Pois bem ele confirmou está em um motel e ela desesperou-se sem notar que o número que aparecia no celular dela era o telefone fixo do trabalho dele. Ó que coisa ridícula. E mais ridículo ainda foi o final, ele não atendeu o celular porque deixou o telefone no carro da mulher, tinha ligado pra perguntar se ela poderia levar o celular pra ele... (!!!)
Beijos Naná

Anônimo disse...

ué?
porque meu nome apareceu "cláudia"?
Quem é claudia? agora estou com ciumes hahahaha

Esperança da Luz disse...

Até eu já fui assinante de Playboy e na época nem namorado tinha pra tá espiando. É uma revista de conteúdo, apesar dos pesares, ótimas entrevistas, me lascava de rir com as piadas, e gostava de ler outros artigos.
Apoiadíssima Teacher!!
Beijos

Ana disse...

Bom, essa moça tem problemas a resolver, sobre isto ñ resta dúvida. Tb conheci uma bem próxima q tinha esse problema com a Playboy, o marido não podia nem olhar, qto mais assinar! Claro q o casório acabou... Pior q por traição dele, afe...

Por minha parte gosto da Playboy tb. Gosto muito das entrevistas (isto ñ é desculpa prá ler a revista!) e CLARO q eu vejo as fotos, quem ñ vê afinal? Lembro até q as vezes qdo saia uma edição q td mundo falava eu dizia pro meu marido: "ei, vc ñ vai comprar não? Quero ver como tá a perua!" Ele nunca assinou, o q achei bom, para ñ perder a graça, kkk.

Agora, por outro lado, o trem do ciúme é sério, e poderoso. Obóvio q já tive minhas crises, nunca por causa de revista, thanks god; consigo pois entender certos "pitis". Não todos, claro. Mas eu acredito sinceramente em TPM, e ciúme cega, MESMO, se a criatura deixar. Até pqe tem homem q dá motivo para desconfiança (muita mulher tb). A questão é q ciúme ñ resolve nada. Só piora. Bjs.

Sweet! disse...

Hahahaha, esqueci de usar minha identidade secretíssima no comment anterior :-P. Ana é Sweet, bj.

SABATIKA disse...

Eu namorava a Patricia e gostava muito dela. Um dia comprei a Playboy que saiu a Sabrina Sato. Ela acabou o namoro. Ainda tenho a revista. parabéns pelo blog. Muita paz.

Lilás/Beth disse...

Pode até olhar, mas levar pro banheiro, aí é sacanagem!!! haha
bjs cariocas

josue mendonca disse...

eu adorava ver as playboys que meu primo comprava..
quanto a Saramago, não li o livro, ouvi alguns comentários, vi a sinopse do filme, vou assistir, deve ser um bom filme,.acho que realmente Meirelles trabalha muito bem..
obrigado pelas visitas
grande abraço!

penelopyxarmosa disse...

menina se eu te disse q jah rasguei playbopys ateh q o paid a minha filha mmo rasgando incansavelmente ele continuava comprando .aih vi q tudo bem..ele q as visse eqto outros q me desejavam hauhauha e desisti da paranoia pq eh o q disse...se eles gostam nao tenho a pretensao de sre a melhor mas p mim eu serei sempre a melhor e se ele estah comigo eh pq quer(nao estah hj neh mas tudo bem)mas soh sei q ele soh ano assina pq nao tem capital p isto mas sempre q pode compra e eu mma me pego lendo as entrevistas q sao realmente otimas!

DJ disse...

As pessoas que normalmente criticam esse tipo de aquisições por parte dos maridos, são as mesmas que não podem saber que o marido tem uma amiga ou uma colega. São aquelas pessoas para quem homem só se relaciona com mulher se for para sexo. Ironia do destino, ou não, por norma são essas as primeiras a ser traídas.

Beijos

Kenia Mello disse...

Fernando, tadinha de Patrícia, não segurou a onda da Sato. Hehehe
Seja bem-vindo!

, o que é que o ciúme não faz, hein? Hehehe
Seja bem-vinda, irmã.
Beijos.

Gentes queridas, sei que todos e todas aqui são de se garantir messssmo! Hehehe
Beijos.

Bruno disse...

Eu gosto muito da Playboy. E a primeira coisa que eu abro pra ver são as mulheres peladas. A revista vende por essa simples razão: homem gosta de ver mulher pelada. Simples. Homem também gosta de falar de outras mulheres, gosta de azarar mulheres, enfim, homem, entendido culturalmente, sem nenhuma exclusão das minorias sexuais, gosta de mulher. e não unicamente da sua.
Eu achei legal a Kênia tocar nesse assunto, msa ela só tangenciou a questão mais delicada. Então, como sei que ela me permite, vou perguntar às mulheres: E se "seu" homem, seu marido, tivesse ido a uma festa e "ficado", ou melhor, bebido, dançado, transado com OUTRA mulher. Você acabaria o relacionamento? Você "ficaria" com OUTRO homem pra se vingar? Ou você pensaria assim: é, homem gosta de mulher. Normal. Eu tenho que descobrir o que eu gosto para não ficar me incomodando com o outro quando ele realiza os seus desejos.
Beijos.
Bruno

creusa disse...

Amiga Kenia, "ouvindo" seu texto (sim, pareceia que eu estava vendo vc falar)me achei a mais medíocre de todas... Já impliquei com as Playboys de Marcelo sim. Mas isso foi a long time ago...Mas analisando hj, realmente há coisas mais importantes com as quais as mulheres devem se importar. Como cuidar-se com muito carinho. Não falo só de estética, mas de sua pessoa mesmo. Até porque o foco que devemos manter é em nós mesmas e não no outro. Senão a cabeça não agüenta... Mas atire a primeira pedra quem nunca se sentiu medíocre! Bjos. Adorei o texto!

Kenia Mello disse...

Bruno, güenta mão que a gente organiza o movimento daqui a pouco. :)
Beijos.

Creusa, não acho que seja mediocridade, não. O que sei é que respondemos às situações como podemos, né? Quando passa um tempo e olhamos para trás, pode até rolar algum constrangimento por alguma coisa dita ou feita, aí se enxerga a possibilidade de ter feito diferente, essas coisas. Mas tudo tem seu tempo. Ver a vida em retrospectiva pode ajudar quando não deixamos a culpa tomar conta.
Beijos.

jcjunior disse...

Hahahahahahahah
Lá vem eu com meus comentários atrasadinhos...
Não sei como as pessoas ainda acham que se pode controlar os desejos dos outros.
Achar que você está "facilitando" a traição é danado...
Já me disseram isso uma vez quando um casamento de cinco anos findou...
Uma pessoa do nosso círculo de amizades veio me dizer que eu "entregava" me companheiro pra vida só porque eu não ficava "full time" com o rapaz. Já pensaste? Eu disse: "oxe? tu tás pensando que tu podes controlar os desejos alheios é? POis num pode não, meu bem."
Só sei que eu e o "ex" continuamos amigos e o somos até hoje. Enquanto que a que me deu semelhantes conselhos, hoje nem fala com o ex dela.
Eu acho que se você ama, não cabe prisão ou desconfianças. A liberdade é fundamental pra qualquer relacionamento...

Expedito Paz disse...

Lamentável saber que Paul teve a Playboy clássica da Venturini e vendeu. Aquilo não tem dinheiro que pague, talvez seja o clássico maior da Playboy brasileira. Até porque... deve ter sido a única menor de idade que a PB botou na capa, até hoje. Fora outros detalhes que só cabeça de homem entende mesmo, e é complicado de explicar:)