terça-feira, 3 de novembro de 2009






Certas situações se insinuam tão sorrateiramente e se aboletam na nossa vida de modo que sequer percebemos o quanto não é natural viver com o peso do mundo inteiro nas costas: a gente acorda cansado, sem saber ao certo o que incomoda, mas também sem ânimo algum para cascavilhar motivos, entorpecimento que mais parece resultar de mandinga, reza braba ou coisa feita, o que vem a dar exatamente no mesmo. E assim a gente segue naquele fazer o quê? que é a constatação do que de mais óbvio existe na face da terra: a vida é isso mesmo. E você só se dá conta quando, num inesperado rasgo de lucidez temperado com uma pitada de doidice e falta do que perder, sapeca um basta bem redondo na cara do que te esmaga e muda a lógica da expropriação de si mesmo. Depois do espanto, a vida começa a seguir com a serenidade e a leveza que há muito tinham sido esquecidas.

3 comentários:

Ivette disse...

pois é,tem horas q é preciso dar um basta nas situações abusivas,uma meia hora de loucura diária às vezes é o sufuciente para se fazer um remanejamento básico...rsrsrsrs

Bjos e []s

Tatiana Mendonça disse...

Eu diria até que o comodismo também nos controla... mesmo quando não nos achamos cômodos...

Beijos.

SÃO PAULO URGENTE disse...

E aí acaba a hipnose do cotidiano...O grito de quem acorda assustado ou com raiva no meio da noite