segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Fundação






Saudade é rio de longas deságuas e elas sempre sabem para onde nos levam... Hoje é dia de lembrar de uma figueira, de um cachorro perdigueiro com nome de rei, de almofadas e penumbra, de cheiros de café e água de colônia. Minha pedra fundamental tem essas marcas gravadas em si e outras mais. É lugar de retorno, abrigo,
reconhecimentos. Fui forjada em pedra áspera, pontiaguda, irregular. Mas pelas mãos do ourives todas as arestas foram desbastadas, polidas, apaziguadas. A força do furacão domada por olhos cheios de paciência, de sabedoria e de silêncio. Minha fundação, o que melhor me traduz, o que me lembra a cada instante quem sou e de onde vim.

2 comentários:

Nei disse...

Yeah!

Ivette disse...

"Saudade é rio de longas deságuas..." e não é q é mesmo?Uma lembrança puxa a outra e a volta às origens é inevitável.E saber de onde se veio é fundamental para saber quem somos,especialmente em momentos em q as certezas parecem vacilar.

Bjos e []s