quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Na borra de um cappuccino






tem dias em que um olhar áspero se solta e descansa
em órbitas de flutuação e remanso, deleite
re-conhecimentos
na boca, um riso feito de sem entrelinhas
cristalino de dentes, saliva e começos de saber-se vário no outro
mas, de novo, feito maldição, praga de mãe,
o tempo, as humanas convenções e seus aprisionamentos
dão ao medo força de crispar o cenho
então, subjugados, os olhos se fecham e deslizam para o nada
e o contínuo se refaz, vitorioso
somos sempre riso, sombra e adeus
e humanamente seguimos
soma de plantas que não crescem e mesmo assim minguam
muito antes de terem havido
indisciplina dos quereres
que diariamente se subtraem
como se houvesse tempo
como se houvesse amanhã

3 comentários:

AMARela Cavalcanti disse...

cheesecake de morango!
e nosso "little lulu club"?

bjus!

Ivette disse...

eu conheci uma senhora q lia a sorte na borra do café.Nunca gostei desses privilégios,deve ser muito triste ver o destino dos outros sem q nada se possa fazer para modifica-lo.Um oráculo é a mais perfeita traduçaõ da solidão.

Bjos e []s

Ivette Góis

Kenia Mello disse...

Delícia cremosa, está de pé! Combinamos amanhã todas juntas. ;)
Beijos.

Ivette, cadê o blog, hein? :P
Beijos.