sexta-feira, 27 de novembro de 2009






vencidas,
secas e emboloradas,
humildemente esperam o vento
ou pés que lhes esfacelem.
derramadas sobre as pedras do chão, que lhes negam a seiva e alguma misericórdia,
apenas sorriem para o destino inevitável, espalmadas como uma renúncia.
nenhuma inquietação ou medo,
qualquer dúvida que seja – nada.
apenas o tempo de mais uma estação roçando-as levemente,
um ciclo que se perfaz depois de outros.
tudo que resta desejar quando o fim nos espreita: cumprir-se.

5 comentários:

DILERMArtins disse...

Mas bah K.
Gosto de pensar que as folhas mortas um dia voltaram a ser flores...
Bom final de semana.

Punksauro Nei disse...

Ah, Paul Verlaine!

Ivette disse...

estava sem net estes dias,mas fico feliz em saber q os poemas estão de volta.Sei q são as fases,mas a sua poética não pode arrefecer.

Bjos e []s

jose luis disse...

do jeito que voce escreve
voce ler o meu blog ja' e' o maximo
dizendo que vai me citar entao
pqp
obrigado
beijo

Cristiana disse...

Resignação. Sabedoria ou covardia?