sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Festa em mim
Hoje resolvi me dar uma festa
mas pequena, sem pompa alguma
festa sem aviso ou convite
festa sem motivo aparente
festa silenciosa
de gente que ri escondido e às vezes fala sozinha
festa de quem não gosta de festas
Tomei banho sem pressa
Deixei os pés descalços pisarem silenciosos o chão lisinho
Não sequei o cabelo, o vento fez isso por mim
só por hoje e isso não me importou
No meio das roupas sujas
Joguei algumas culpas, meia dúzia de certezas e poucas resoluções
Não sentirei falta delas
ao menos por hoje e isso me basta
Não vieram passarinhos, barulhos da rua, pensamentos
Nem eu os busquei, sequer estranhei a ausência
Prefiro até que se percam de mim como eu me encontro perdida deles
Quero mesmo que o mundo me esqueça
Mas só um pouco
e só por hoje
Porque preciso da sua falta de sentido fazendo companhia à minha
Hoje decidi que seria um bom dia
Para não ter pressa
Não ter roteiro nem propósitos
e só por hoje senti alívio
ao invés de sono,
dor e inquietação
E não há poesia nisso, muito menos covardia
Cada um é como pode
E hoje eu pude virar a mesa
apenas hoje e isso não é coisa pequena
Porque de vez em quando é preciso
olhar no espelho demoradamente
e se perder no alheio
de um rosto que talvez fosse o meu
caso tivesse havido mais dias como hoje
Então resolvi me dar uma festa
Deixei meus pés descalços, o cabelo molhado e a cabeça quieta, enfim
E isso não é coisa pequena...
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
A rapadura é doce...
Queridos e queridas,
Desculpem pelos posts lacônicos, pela minha falta de visita aos seus blogs (eu até vou em alguns, mas nem sempre comento), enfim, pela minha inaptidão momentânea para administrar isto aqui do jeito que eu gosto. Por um lado, as enquetes animam e me deixam no piloto automático com relação à postagem, mas, acreditem, estou pensando em dar uma pausinha nelas também. Saco cheio, sabem como é? E como as sugestões pararam de chegar e a minha criatividade para catar (no bom sentido) bofes e barangas fazíveis está meio em baixa, a coisa complica.
Os motivos são vários, mas o principal deles, e que envolve quase tudo, é a minha incapacidade de lidar com situações que não dependem de mim. Eu sei, eu sei que se não dependem, o melhor a ser feito é deixar correr, mas quem disse que essa minha cabeça ariana aceita isso assim tão passivamente?
No entanto, estamos aí e se cair na área é pênalti, certo? :)
Como diria Fal, este post hermético teve o patrocínio de Cashmere Bouquet.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Enquete Betty Faria
sábado, 1 de novembro de 2008
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